AOS ESTUDANTES DA UESB – CAMPUS DE JEQUIÉ
A reivindicação da criação de uma universidade em Jequié iniciou-se nos anos 60, quando, nesta década, já se trabalhava na perspectiva da interiorização do ensino superior no estado da Bahia. Portanto, essa luta não é específica desse ou daquele político, e sim da sociedade jequieense como um todo. Se políticos se aproveitam do movimento, não há novidade nisso; basta folhearmos as páginas de nossa história política. O mais relevante agora é o desenvolvimento do ensino superior em Jequié e demais regiões. Essa luta, no momento, intensifica-se em virtude das boas condições físicas, estruturais, acadêmicas e da produção de conhecimento existentes em nosso campus. Além do mais, o próprio governador Jaques Wagner, por duas vezes, declarou-se simpático à causa. Aplausos para o governador...
Mas, apesar de todas nossas conquistas ao longo do tempo, outra realidade não se pode perder de vista: as péssimas condições de trabalho a que estamos submetidos, por fazermos parte de um simples campus universitário vinculado à administração de Vitória da Conquista. Que aluno nunca ouviu de um professor queixas sobre essa realidade? Você sabia que professores já fizeram requisições de livros caros e importantes para o acervo da Biblioteca Jorge Amado e, ao término do processo, muitos desses livros ficaram retidos na Biblioteca de Vitória da Conquista? Você já transitou pelo Campus de Vitória da Conquista para perceber que, no geral, tudo lá é de primeira qualidade? Você sabia que o Audiovisual desse mesmo campus tem modernos aparelhos de mídia e que a TV UESB tem 3 (três) ilhas de edição, enquanto o nosso Audiovisual não tem sequer uma filmadora para fazer registros de atividades de alunos e professores? E o restaurante universitário para atender as carências da comunidade acadêmica local, já está funcionando? Não? Mas, o de Vitória da Conquista já funciona há anos! Aqui, em Jequié, você estudante, assiste às transmissões da TV - UESB? Não? Porém, os do Campus de Vitória da Conquista assistem.
Criação de universidade pressupõe debates de ideias, discursos, pensamentos dialéticos, reflexões sobre o avanço da ciência e o desenvolvimento tecnológico, bem como a produção do conhecimento. Entretanto, alguns elementos, desprovidos da racionalidade e do real perfil que caracterizam um integrante de um ambiente universitário, arvoram-se a divulgar mentiras por todo o campus, principalmente em salas de aulas. Eis algumas delas: os políticos que estão por trás do movimento controlarão a nova universidade; os coronéis mandarão na UNERC; se a UNERC for criada todos os professores serão demitidos e o governador fará novas contratações; as verbas para a pesquisa diminuirão etc.
A irracionalidade desses elementos é tamanha que, propositadamente, não esclarecem aos alunos que toda universidade pública é regida por uma “CARTA CONSULTA”, uma espécie de “CONSTITUIÇÃO”. E, para a elaboração da mesma, representantes dos três segmentos (docentes, servidores e discentes) são convocados para debates, questionamentos e aprovação de propostas. Como resultado disso, são implantados todos os órgãos deliberativos que irão nortear a vida da Universidade nos aspectos acadêmicos, financeiros e administrativos.
Todas as representações das categorias que compõem o quadro da universidade:reitor, diretores dos Departamentos, coordenadores dos Colegiados, coordenação do DCE, presidentes dos CAs, presidente da AFUS etc., são eleitas pelos seus pares, e não por indicação política ou de coronéis. Se a UNERC for criada, o movimento estudantil, juntamente com os outros movimentos, será independente e soberano para opinar e votar no modelo de universidade que ele (o movimento) propor. Assim têm sido aqui no campus de Jequié, suas lutas (algumas delas com fechamento de portões, manifestações, passeatas etc.) em defesa da realização de concursos, da ampliação de espaços físicos e acervos bibliográficos, da melhoria das condições de ensino, pesquisa e extensão, da aquisição de materiais, de construções (clínicas de Odontologia e Fisioterapia, laboratórios, ginásio de esportes, piscina....) etc.
... E assim, um “CASTELO DE MENTIRAS” desaba.
Professor Jorge Barros - Representante do DQE na comissão de implantação da UNERC.
COMENTÁRIO DO EDITOR
-Ontem lutamos contra o ceticismos e o negativismo para implatarmos o Curso de Medicina em Jequié. Muitos riam quando a Profª MSc. Ivône Gonçalves Nery ia às emissoras de rádio manifestar a viabilidade de um sonho há muito acalentado por nossa sociedade. Hoje Medicina em Jequié é uma REALIDADE! Venha sonhar e agir junto conosco pela imediata criação da UNERC!
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