De início, essa nova universidade será incluída no projeto de interiorização do ensino superior, reivindicado por todos aqueles que estão comprometidos com o bem estar do cidadão como um todo: acesso ao conhecimento científico, à educação de qualidade, cultura, promoção social, à obtenção de mecanismos para a preservação de sua identidade e história etc.
A Bahia, infelizmente, no que tange ao ingresso de nossos jovens à universidade publica, não vai bem. Lamentavelmente, a Bahia de Castro Alves, Rui Barbosa, Glauber Rocha, Anisio Teixeira e de tantos outros nomes que, no passado, engrandeceram esta terra, é pobre nas questões de acesso ao ensino publico superior. Apenas seis universidades públicas oferecem essa modalidade de ensino. São elas: UFBA, UFRB, UESB, UESC, UNEB e UEFS. E o oferecimento de cursos não é equânime nessas universidades.
Educação de qualidade é um direito de todos e um dever do Estado. Mas, no Território Médio Rio das Contas, há milhares de jovens que não têm acesso a uma universidade pública. Não só porque as vagas são limitadas como também o número de cursos oferecidos é insuficiente para atender a todas as demandas. Quantos têm como projeto de vida graduar – se em Engenharia Civil, Elétrica, de Minas ou Engenharia Mecânica, em Arquitetura, Direito, Geologia, Nutrição, Música, Cinema ou outro curso, mas não têm condições de se sustentar na capital do Estado ou em outra localidade para a realização de um ideal, de um sonho?
Diante dessa realidade, necessário se torna a criação de uma universidade autônoma, no Território Médio Rio das Contas, inserida num projeto de desenvolvimento sustentável e atuando como um vetor de desenvolvimento social e econômico dessa região. Ela deverá oportunizar a todos o acesso a uma educação de qualidade, como centro múltiplo de oportunidades e comprometida com a valorização do homem, sua história e seu meio. Essa nova universidade deve servir como um caminho para inclusão social, num contexto sóciopolítico em que o cidadão seja capaz de enfrentar os grandes desafios impostos pelo avanço da ciência e o desenvolvimento tecnológico, bem como os conflitos do processo de globalização.
O campus universitário de Jequié, vinculado à UESB, vem se destacando pela produção de conhecimento (pesquisa), prestação de serviço à comunidade (extensão) e nas diversas modalidades de ensino no campo das ciências da saúde, humanas, literárias, biológicas, exatas e da terra. Ele vem se consolidando como um pólo de desenvolvimento regional, formando cidadãos capazes de atuar num mercado de trabalho cada vez mais exigente e de caracteristicas inovadoras, em consonância com a modernidade e nova ordem social que abrangem produção de conhecimento, consumo, responsabilidades e questões ambientais.
Pretende-se construir uma universidade laica, socialmente referenciada, fruto de um amplo debate com todos os segmentos sociais e políticos de nossa região para que a mesma possa refletir e representar os anseios da comunidade jequieense e adjacentes.
... Não tenha medo da nova universidade.
- Na foto: Prof. Jorge Barros e o Vice-Reitor Prof. Ruy Macêdo
Jorge Barros – Representante do Departamento de Química e Exatas na comissão de implantação da nova universidade.
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