terça-feira, 24 de novembro de 2009

Operação contra corrupção termina com sete presos em Salvador e Itabuna


Sete presos, 16 mandatos de busca e apreensão e um esquema de fraude em licitações desarticulado. Este foi o saldo da “Operação Expresso”, iniciada na manhã desta terça-feira (24) que resultou nas prisões dos ex-diretores executivo e geral da Agerba, Antonio Lomanto Netto e Zilan da Costa e Silva Moura, respectivamente.

A operação teve como objetivo encerrar as atividades de uma quadrilha especializada em lucrar com as licitações promovidas pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba).

Durante a coletiva de imprensa, realizada esta tarde na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), o secretário César Nunes, afirmou que os dois são acusados de simular licitações e cobrar propina das empresas de transporte que solicitavam concessões para circular pelo estado.

O empresário Paulo Carletto, irmão do deputado Ronaldo Carletto, foi preso na ação policial com a também empresária Ana Dosinda Penas Pinheiro, a advogada Ana Luzia Doria Velanes e o presidente da Associação das Empresas de Transporte Coletivo Rodoviário do Estado da Bahia (Abentro), José Antonio Marques Ribeiro.

Apreensão
Computadores e documentos foram apreendidos pela polícia e encaminhados para perícia. Os acusados foram levados para a sede do Centro de Operações Especiais (COE), no Aeroporto, onde devem prestar depoimento sobre o caso.

Sem motivação política
Segundo o líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Waldenor Pereira (PT), a “Operação Expressa” não teve motivos políticos. O parlamentar afirmou que o fato de Lomanto Netto ser filiado ao PMDB, atual desafeto da administração estadual, não influenciou a ação policial, já que as investigações foram iniciadas quando petistas e peemedebistas ainda eram aliados.

“O governo não tem nada a ver com isso. Os mandados de prisão foram emitidos pela Justiça depois de sete meses de investigação. Todos nós fomos pegos de surpresa”, disse o deputado.


Fonte: Tribuna da Bahia

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